Covd-19 no mundo

 

Mundo consolida o primeiro retrocesso do coronavírus desde o início da pandemia

      Até poucas semanas atrás, a curva do coronavírus no mundo não parava de subir. Com alguns pequenos altos e baixos, os novos casos diários de abril do ano passado aumentaram em comparação com os de março de 2020; os do verão europeu superaram os da primavera e o inverno bateu todos os recordes. Mas a direção da curva mudou. Pela primeira vez desde o surgimento da covid-19, caminha para seis semanas consecutivas de declínio de novos casos e três de mortes, o que não pode mais ser considerado um artifício estatístico: trata-se de uma tendência clara.
  • Agentes de saúde e bombeiros transportam um paciente de covid em Maryland (EUA), em 13 de abril.

       A má notícia é que, como vimos com as curvas de cada país, as quedas não são definitivas. Até esta última onda, falando do vírus, tudo o que desce acaba subindo. E isso, na opinião dos especialistas consultados, é o que provavelmente acontecerá com o mundo depois do declínio do que, somando todos os dados globais, poderia parecer uma única onda enorme de lento avanço que agora recua rapidamente. No Brasil, a oscilação tem sido para cima. Há um mês, o país registra uma média de mortes superior aos 1.000 casos diários, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa.

    Mas referir-se a ondas quando se fala em tendências globais não faz muito sentido, como aponta Daniel López Acuña, ex-diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Quando somamos as oscilações de muitos países, as reduções de alguns se sobrepõem aos aumentos de outros e, na soma, em um gráfico, as tendências se achatam. O vírus se move em ondas, como vimos em todos os países, que sobem e descem em função principalmente das medidas que estamos aplicando”, afirma.

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